Éter
Éter
Éter é a consciência abstrata associada à conexão. Seu domínio não deve ser lido como uma coleção de poderes desconexos: Éter reconhece, preserva e permite operar relações entre identidades, lugares, estados e significados. Memória, contrato, marca, pacto, encantamento e comunicação são aplicações diferentes da mesma propriedade fundamental de vínculo.
A possessão de Éter não é controle temporário. Depois de estabelecida, a fusão é irreversível enquanto o hospedeiro estiver vivo. Não existe um Éter original separado no abstrato e uma cópia dentro do corpo: a fusão passa a ser a continuidade física atual daquela mesma consciência.
O processo é orgânico e impreciso. Não possui cronômetros, percentuais ou estágios universais; depende profundamente do hospedeiro.
A fusão cobra um custo de continuidade autobiográfica. Parte das memórias de Éter é perdida definitivamente e outra parte permanece inacessível por algum tempo. No início, o hospedeiro pode viver quase normalmente.
Sonhos de lugares e acontecimentos que o hospedeiro nunca viveu.
Flashes de pessoas, emoções e relações sem contexto.
Reconhecimento espontâneo, familiaridade e conhecimentos intuitivos.
Fragmentos que clareiam com o tempo, enquanto outros jamais retornam.
“Eco de Éter” passa a designar esses fragmentos internos percebidos pela consciência fundida, não uma segunda pessoa independente.
Quando o hospedeiro morre, Éter retorna ao estado abstrato. A existência vivida naquele corpo pode alterar permanentemente Éter, mas uma futura fusão volta a provocar perdas e reorganização de memória. Por isso Éter pode ser antiquíssimo e ainda possuir grandes lacunas sobre a própria história.
Éter não julga moralidade. Ele registra e sustenta relações. Uma relação pode ser protetiva, predatória, voluntária, coercitiva, recíproca ou unilateral; a consequência depende do padrão produzido, não de um código ético universal. Essa regra impede que Éter se torne uma explicação genérica para qualquer fenômeno abstrato.
regras mestras
R10
Éter age fisicamente por fusão irreversível com hospedeiro compatível e opera relações entre identidades, lugares, estados e significados; sofre perda parcial permanente de memória a cada fusão.
R11
Quando o hospedeiro de Éter morre, a mesma consciência retorna ao abstrato.