Índice de Regras Mestras
Este arquivo é apenas um índice. A definição de cada regra permanece no arquivo dono do conceito.
- R1 — Existem cinco Princípios: Forma, Fluxo, Energia, Éter e Vazio.
- R2 — Vida não é Princípio e o cânone não precisa explicar a origem absoluta da vida ou do mundo.
- R3 — Forma organiza; Fluxo movimenta; Energia impulsiona; Éter conecta; Vazio separa.
- R4 — Princípio não determina moralidade nem lado político.
- R5 — Forma, Fluxo e Energia precisam de convergência excepcional para produzir Personificação consciente.
- R6 — Concentração, coerência e continuidade são necessárias, mas a emergência de um “Eu” continua probabilística.
- R7 — Não coexistem duas Personificações conscientes completas do mesmo Princípio.
- R8 — Uma convergência fracassada não completa posteriormente o processo de Personificação.
- R9 — Éter e Vazio já possuem consciência plena no abstrato.
- R10 — Éter age fisicamente por fusão irreversível com hospedeiro compatível e opera relações entre identidades, lugares, estados e significados; sofre perda parcial permanente de memória a cada fusão.
- R11 — Quando o hospedeiro de Éter morre, a mesma consciência retorna ao abstrato.
- R12 — Vazio age fisicamente por autopersonificação quando encontra uma oportunidade local adequada; não escolhe livremente o ponto de manifestação, e destruir a forma física não destrói sua consciência abstrata.
- R13 — A Fenda do Oriente nasceu de uma grande Ruptura produzida pela separação continental de Forma + Fluxo; Vazio posteriormente tentou autopersonificar-se por essa oportunidade e a falha de estabilização ampliou/deformou a fratura.
- R14 — O Titã é uma convergência fracassada e irreversível de Forma.
- R15 — Danos significativos ao Titã podem libertar Forma e alterar a concentração disponível para uma Personificação consciente de Forma.
- R16 — Fragmentos de Forma são resíduos estruturais da formação fracassada do Titã e estabilizam transformações preservando coerência.
- R17 — Elfo = Humano + Fluxo; Anão = Humano + Forma; Orc = Humano + Energia.
- R18 — Não existem Secundários estáveis de Éter ou Vazio.
- R19 — Mago é classe; Necromancia é disciplina/especialização.
- R20 — Terciários complexos com Essência Derivada dependem de Fragmentos para produzir de forma confiável o resultado pretendido.
- R21 — Dragão, Hidra e Leviatã possuem origens próprias e distintas. Dragões podem manifestar Energia em modos diferentes, como calor/fogo, frio por retirada de calor, eletricidade e descarga luminosa, sem formar automaticamente subespécies elementais.
- R22 — Divino possui Essência integrada permanentemente ao próprio estado-base, com escala de reserva/canalização e recuperação muito superior à de usuários comuns, mas inferior a uma Personificação; Arconte é a tentativa artificial de fabricar integração e poder comparáveis para uso controlável, frequentemente militar.
- R23 — Aion existe autoralmente como indivíduo real, extraordinariamente poderoso e anterior à Guerra da Ruptura. Sua reputação já possuía dimensão mítica antes da Guerra. Isso não confirma como verdade os feitos específicos que lhe são atribuídos.
- R24 — As cinco Condições estáveis são Vampirismo, Licantropia, Corrupção, Ascensão e Revenância.
- R25 — Apenas uma Condição profunda pode permanecer ativa porque Condições reescrevem a mesma camada de estado-base do indivíduo e não se empilham de forma estável.
- R26 — Vampirismo exige renovação biológica compatível com a linhagem-base e é especialmente vulnerável à radiação eletromagnética de origem estelar, não à luz ou Energia genéricas.
- R27 — Licantropia mantém duas configurações corporais, é hereditária/transmissível por ferimento profundo e é fortemente sensível ao Fluxo lunar.
- R28 — Corrupção é uma ressonância de Vazio produzida por padrões reiterados de ruptura unilateral, predação e instrumentalização de outras consciências; solidão, individualismo, isolamento voluntário ou contenção necessária não a causam por si mesmos. Contratos podem ser meios para esse padrão, mas pertencem originalmente a Éter.
- R29 — Corrupção pode regredir com mudança prolongada de conduta, mas deixa marcas.
- R30 — Ascensão é uma Condição de Éter que surge do fortalecimento excepcional e reiterado de vínculos coletivos e pode manifestar asas.
- R31 — Ascensão não significa bondade; Corrupção não significa condenação moral permanente.
- R32 — Revenância ocorre probabilisticamente na morte quando o vínculo identidade-corpo não se rompe e é irreversível.
- R33 — Necromancia anima corpos sem devolver normalmente a consciência original.
- R34 — Contratos de Guilda e contratos diretos são vínculos de Éter entre consciências representadas por pessoas, selos, registros e cadeias institucionais; sua mera existência não legitima predação.
- R35 — A Lua modula Fluxo de forma sutil; Licantropia é anormalmente sensível a essa oscilação.
- R36 — Guerra da Ruptura é o nome canônico do grande conflito e possui duplo fundamento histórico: ruptura do consenso entre as grandes consciências e posterior ruptura física da massa continental.
- R37 — Energia escolheu o fim da humanidade; Forma e Fluxo escolheram preservá-la desde o início do conflito. As razões pertencem às Personificações e não são deduzidas automaticamente dos Princípios.
- R38 — Supramundo, Superfície e Inferior são camadas físicas do mesmo mundo; o Inferior é organizado principalmente em Grandes Abóbadas com ecossistemas e gargalos próprios.
- R39 — Abismo é a parte mais profunda da Prisão, não todo o Inferior.
- R40 — A Torre é uma prisão monumental em níveis construída após o Tratado de Aion aproveitando um grande vulcão adormecido, sua chaminé e condutos profundos como eixo físico; atravessa as camadas e termina no Abismo com rotas, comandos e selos separados por redundância.
- R41 — “Demônio” não é uma raça; é uma classificação popular aplicada a muitos Guardiões da Torre.
- R42 — Depois de perder a função prisional, rotas de manutenção e transporte da Torre podem ser reaproveitadas como eixo de circulação entre as camadas.
- R43 — A Fenda do Oriente só deve produzir efeitos coerentes com separação; não é fonte universal de anomalias.
- R44 — Os grandes choques entre Personificações concentraram saturação sobretudo do centro ao Oriente e explicam Dragão, Hidra e outras ocorrências de saturação; a Fenda do Oriente possui origem posterior ligada à Ruptura Continental + tentativa de Vazio.
- R45 — Dracônicos existem porque facções da Guerra tentaram transformar a potência excepcional dos Dragões em soldados replicáveis por processos militares controláveis; são produtos raros de experimentação, não espécie natural.
- R46 — Nenhum conceito deve existir apenas para explicar muitos outros; cada regra deve possuir responsabilidade limitada e clara.
- R47 — Ressonância, linhagem ou Condição associada a um Princípio não implica lealdade, submissão, culto ou comunicação automática com a consciência desse Princípio.
- R48 — Antes da Grande Ruptura, a maior parte das terras conhecidas formava uma única massa continental principal; Ocidente, Centro e Oriente atuais são herdeiros de sua fragmentação.
- R49 — Forma + Fluxo separaram fisicamente a massa continental como medida extrema de contenção da Guerra; várias Rupturas surgiram, nem todas anômalas e nem todas relacionadas a Vazio.
- R50 — Uma grande porção da antiga Superfície caiu por uma das Rupturas até uma Grande Abóbada do Inferior e permaneceu parcialmente preservada como Terra Perdida.
- R51 — O Tratado de Aion é o marco formal do fim da Guerra da Ruptura e estabelece a retirada/selamento das forças capazes de reiniciar conflito na mesma escala.
- R52 — O selamento pode ser forçado ou voluntário. Se alguma Personificação do lado vencedor sobreviveu até o Tratado, ela aderiu voluntariamente ao próprio confinamento.
- R53 — Algumas entidades não podem ser executadas com segurança porque sua destruição pode liberar concentração de Essência suficiente para produzir nova saturação, alimentar outra força ou causar catástrofe; em tais casos contenção é mais segura que morte.
- R54 — Guardiões defendem não apenas celas, mas o Tratado que encerrou a Guerra; libertar um Aprisionado pode significar romper um acordo de contenção cuja motivação original já foi esquecida.
- R55 — O Tratado de Aion é historicamente real, mas o nome do Tratado não comprova a participação de Aion na Guerra, no Tratado ou no selamento. No pós-guerra, tradições anexaram a uma lenda anterior feitos coletivos. Aion não construiu a Torre e, quando posteriormente ouviu essa atribuição, ainda nem a havia visto.
- R56 — A ruptura do primeiro grande selo da Torre abre apenas um vazamento limitado entre setores externos e a Superfície; gargalos e selos sucessivos impedem libertação geral, de modo que principalmente criaturas menores ou compatíveis com a passagem conseguem escapar, criando a falsa impressão de que a Torre envia hordas.
- R57 — Campos de batalha com Personificações em combate aberto podem tornar-se inviáveis para organismos comuns; essa pressão foi um dos motores da militarização biológica.
- R58 — As primeiras linhagens Secundárias resultaram de experiências brutais com Essência Pura diretamente ligada às Personificações/manifestações; alta mortalidade e instabilidade precederam as linhagens estáveis de Elfos, Anões e Orcs.
- R59 — Antes da Grande Ruptura, Forma e Fluxo passaram progressivamente de confronto direto para controle de terreno, rotas e logística; a separação continental foi o ápice dessa doutrina.
- R60 — A Grande Ruptura teve objetivo militar explícito de romper corredores, suprimentos, reforços e coordenação entre grandes concentrações inimigas, convertendo uma guerra continental contínua em fronts isolados.
- R61 — A Torre-Prisão contém grandes contingentes de remanescentes menores da Guerra nos setores externos/intermediários e reserva níveis profundos às ameaças catastróficas; por isso a ruptura de um selo superficial pode produzir hordas sem libertar os principais Aprisionados.
- R62 — Uma Personificação consciente completa não reúne necessariamente toda a concentração disponível de seu Princípio; potência histórica e completude de consciência são variáveis distintas.
- R63 — Concentrações de um Princípio podem permanecer ancoradas em estruturas ou convergências estáveis e, enquanto estiverem comprometidas ali, não ficam automaticamente disponíveis para a Personificação.