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Selamento

Nem todo Aprisionado entrou na Torre derrotado. Alguns seres reconheceram que sua própria presença no mundo tornava possível uma nova escalada e aceitaram o selamento. Se alguma Personificação do lado vencedor sobreviveu até o Tratado, ela aderiu voluntariamente ao selamento e retirou a si mesma da história ativa.

Outros foram aprisionados contra a vontade. Em certos casos, execução não era uma solução segura: destruir uma entidade com enorme concentração coerente de Essência poderia liberar essa concentração no ambiente, produzir nova saturação, alimentar outra força ou gerar uma catástrofe comparável ao problema que se pretendia eliminar. A Torre existe, portanto, tanto para impedir fugas quanto para impedir determinadas mortes.

O selamento também não se limitou a líderes nomeados. Grandes contingentes de remanescentes da Guerra — soldados profundamente alterados, armas biológicas, experiências viáveis mas perigosas, Bestas menores, seguidores de comandantes e outras forças que não podiam simplesmente ser devolvidas à sociedade — foram contidos em setores externos e intermediários. Os níveis mais profundos ficaram reservados às concentrações, lideranças e entidades cuja libertação ou destruição poderia produzir consequências de escala muito maior.

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O selamento pode ser forçado ou voluntário. Se alguma Personificação do lado vencedor sobreviveu até o Tratado, ela aderiu voluntariamente ao próprio confinamento.

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Algumas entidades não podem ser executadas com segurança porque sua destruição pode liberar concentração de Essência suficiente para produzir nova saturação, alimentar outra força ou causar catástrofe; em tais casos contenção é mais segura que morte.